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“Logo a fé vem pelo ouvir, e o 

ouvir vem pela palavra de Cristo"

Qual Seu foco, em Cristo ou no mundo?

08 JUN 2017
08 de Junho de 2017
Tema: Qual o seu foco..

Textos base:


“Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” Filipenses 3:14

        “Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa, pois vocês estão alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas.” 1 Pedro 1:8-9

        “Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar."  1 Coríntios 9:26

        “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhe serão acrescentadas.” Mateus 6:33




  Como é difícil manter o foco no que é essencial! O nosso grande desafio é manter o foco certo.


Há pessoas que se concentram muito bem em objetivos nobres. Outras são tão dispersas. Querem fazer tudo e mais alguma coisa, mas não fazem o essencial, o que é prioritário.


Precisamos compreender de forma madura o conceito de foco.


Conjugar o verbo ‘focar’. Antenor Nascentes diz que foco é o “ponto para onde convergem raios emitidos por uma mesma fonte de luz e calor; ponto de reunião, sede principal, centro de qualquer coisa”.  


Na Bíblia, encontramos pessoas que trabalharam com o foco certo e outras que o perderam. Iniciemos abordando os que não focaram ou perderam o foco certo colocado pelo Senhor.


1° Esaú perdeu o foco da primogenitura.


Ele focou em si mesmo, nas suas necessidades físicas, pois trocou a sua primogenitura por um prato de lentilhas. Trocou a sua herança patriarcal por uma comida deliciosa, uma iguaria. Trocou o eterno pelo passageiro. O essencial pelo não-essencial.


Como isto é triste! Temos perdido o foco das coisas espirituais à semelhança de Esaú. Quantas vezes agimos como carnais, materialistas e imediatistas. Tomados pelo ter e não pelo ser. Caracterizados pelo antropocentrismo tão forte neste mundo pós-moderno.


2° Jonas,Outro personagem bíblico que perdeu o foco tão bem colocado pelo Senhor foi Jonas, o profeta.


Deus determinou que ele fosse para Nínive (Assíria) com a missão de levar o povo ao arrependimento e, ao mesmo tempo, o reconhecimento da Majestade de Yaweh.


Diz o texto que ele “fugiu da presença do Senhor, na direção de Társis” (Jn 1.3). O foco de Deus era que Jonas cumprisse a sua missão em Nínive, mas este preferiu desviar-se e ir para Társis (Espanha).


Quantas vezes somos assim, pois queremos fazer a nossa vontade, entrar em nossa zona de conforto e viver às nossas ‘custas’ sem darmos satisfação ao Deus de toda a graça, que nos criou e nos salvou em Cristo Jesus.


Mas Deus, para o nosso bem, intervém em nossa história (Rm 8,28). As intervenções de Deus são sempre para que atinjamos o Seu anseio.


Jonas pagou o preço da sua desobediência, pois foi engolido por um grande peixe após uma tempestade no mar provocada pelo próprio Senhor. Como Deus é Pai ao mandar a tempestade e o peixe para tratarem o profeta, para que ele voltasse os olhos na direção da Sua vontade, fosse posicionado no foco e pregar o Reino ao povo assírio na cidade de Nínive!

3° Pedro foi outro personagem que perdeu o foco.


Jesus estava expondo aos discípulos acerca de Sua ida para Jerusalém e a necessidade de morrer pelos pecadores. Esta era a meta de Jesus. Pedro, porém, tentou demover o Senhor do essencial, mas este disse para ele:


“Para trás de mim, Satanás! Tu me és motivo de tropeço, pois não pensas nas coisas de Deus, mas, sim, nas que são dos homens.”  (Mt 16.23).


A natureza humana é assim, ela quer salvar a sua pele, quer conforto, comodidade e não tem interesse no caminho estreito, o caminho da cruz, que é o caminho do Pai. Assim era Pedro.


Ele perdeu o foco da vontade de Deus. Jesus havia deixado muito claro para ele e os demais discípulos a relevância de uma vida de obediência, concentrada na boa, agradável e perfeita vontade de Deus.  


A nossa concentração deve estar sempre nas coisas mais importantes. O Senhor será sempre o nosso referencial. Ele é a nossa perspectiva, definindo as nossas prioridades, a nossa agenda ao longo da vida. A Palavra de Deus é o nosso manual para nos concentrarmos no que Deus quer para nós. Ele sempre quer o melhor para os Seus e, acima de tudo, para a Sua glória.
           


Mas há focos positivos.


Temos pessoas que focaram a vontade e a glória de Deus.  Abrão (depois, Abraão) foi uma delas. Um irmão precioso, chamado pai da fé. Deus o chamou de Ur dos Caldeus (Hoje Iraque) para a terra que Ele, o Senhor, iria mostrar.


1° Abrão focou o Senhor.


Isto bastava para ele. Alguém disse que ele “não sabia para onde ia, mas sabia com quem ia”. Aqui faz toda a diferença.


O futuro patriarca haveria de experimentar a provisão e a proteção de Deus ao longo do caminho da fé. Ele venceu muitos obstáculos para chegar a Canaã. Ele sabia das implicações.

Quando Deus coloca um desafio (foco) diante de nós, Ele nos capacita a vencer, a atingir o alvo.


Abraão se tornou o pai da fé e da nação hebraica. Jesus, como homem, é da descendência de Abraão. Este servo de Deus foi pai em avançada idade. Foi provado no Monte Moriá quando Deus pediu que ele sacrificasse o seu único filho, o filho  da promessa:


Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te mostrarei” (Gn 22.2).


Abraão obedeceu e foi fazer a vontade de Deus.  Lá foi o velho crendo no poder de Yaweh.


O escritor aos hebreus interpreta este momento de forma magistral quando declara:


“Pela fé, Abraão, quando provado, ofereceu Isaque para ser sacrificado; sim, aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de oferecer  seu único filho, sobre o qual se havia falado: Em Isaque será contada a tua descendência. Ele considerou que Deus era poderoso até para o ressuscitar dos mortos e, assim, também, simbolicamente o recuperou” (Hb 11.17-19).


Os olhos do velho patriarca estavam na suficiência do Todo-Poderoso que sempre provê. Que lição de fé e de amor ao Senhor! Um homem focado no amor e na glória do Senhor. Como precisamos imitar Abraão, seguir os seus passos! Obedecermos como ele obedeceu.


2° Além de Abraão, temos Neemias, que, ao ser chamado pelo Senhor, quando era administrador do rei Artaxerxes, obedeceu.


Após receber o relatório caótico acerca da cidade de Jerusalém, cujos muros estavam em ruinas, olha o que ele disse:


“Depois de ouvir essas palavras, sentei-me e chorei. Lamentei por alguns dias; e continuei a jejuar e orar perante o Deus do céu” (Ne 1.4).


Mais tarde, no processo de construção dos muros, ele foi tentado por Tobias, Sambalate e Gesém, mas, em 52 dias, ele os reconstruiu, colocando as portas nos portais. Que obra fantástica! Como Neemias foi tentado! Ele estava sempre absorvido pelo projeto de Deus – reconstruir os muros, a cidade e trazer alegria para o Seu povo.


Quando oramos e choramos diante de Deus, Ele opera maravilhas para o nosso bem e para ser glorificado. Neemias era um homem autêntico. Ele tinha norte, direção. A sua liderança estava fundamentada na fidelidade de Deus. A vontade de Yaweh era o centro de sua vida. Por esta razão, ele foi muito bem sucedido.      

3° O outro, Daniel, jovem judeu exilado na Pérsia, tinha a oração como um estilo de vida. Era um jovem puro e talentoso.  


Os seus inimigos levaram o rei Dario assinar um edito injusto que, num período de 30 dias, ninguém podia consultar o seu Deus.


Diz o texto bíblico (Dn 6.10) que Daniel, mesmo sabendo da lei, continuou no foco da oração como costumava fazer.


Sabemos que a oração do justo pode muito em seus efeitos. Moço de oração, ele não se intimidou, mas buscou ao Senhor com mais intensidade e foi pego pelos seus algozes e jogado na cova dos leões famintos.


O rei Dario ficou muito consternado com a situação. Sabemos que Deus é sempre fiel. Daniel, seu servo, foi preservado dos leões, mas os seus inimigos foram jogados lá e estraçalhados pelas feras famintas.


O homem colhe o que semeia (Gl 6.7). Esta é a lei.  


4° Por último, Jesus é o nosso maior exemplo de alguém cujo foco foi morrer por nós, satisfazendo plenamente a justiça de Deus. Ele satisfez toda a justiça do Pai para que, nEle, pudéssemos ser perdoados, livres e abençoados.


 Jesus sempre deixou muito claro a Sua missão: buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).


Ele sempre se conformou com a vontade do Pai, sendo sempre obediente.


Esta vontade era o Seu prazer. O Pai tinha prazer no Filho.


“Este é o meu Filho amado, de quem me agrado” (Mt 3.17).


Não podemos perder o foco chamado de a vontade de Deus.


Ela é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2).


Conclusão:


Imitemos Abraão, pai da fé; Neemias, o construtor de Deus;


Daniel, o jovem de oração;


e Jesus, o único Salvador e Senhor.


Atentemos para o conselho do escritor aos hebreus se referindo ao Precioso Salvador e Senhor Jesus Cristo:


“Portanto, também nós, rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, depois de eliminar tudo o que nos impede de prosseguir e o pecado que nos assedia, corramos com perseverança a corrida que nos está proposta, fixando os olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o qual, por causa da alegria que lhe estava proposta , suportou a cruz, não fazendo caso da vergonha que sofreu, e está assentado à direita do trono de Deus” (hb 12.1,2).


Que Jesus seja sempre o nosso foco principal e referência para os focos da nossa agenda como homens e mulheres de Deus.

Ptr.  Ricardo Ramos 
Ministério Incendiados No Espirito 
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