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ouvir vem pela palavra de Cristo"

Direitos ou ataques velados? Briga de interesses sim, por direitos nem tanto.

28 OUT 2017
28 de Outubro de 2017

por Claudio Rodrigues

Direitos ou ataques velados?

Hoje o que se vê nas grandes mídias e redes sociais são a discussões acerca de economia, política, esportes, mas, sem dúvida, uma das que mais têm elevado os ânimos, são as que dizem respeito à sexualidade e religião. Em cada percepção há uma sentença e, para se falar desse assunto, necessário se faz falar de respeito ao próximo.

Salaverry (2013), escreveu a seguinte frase: “Seu direito termina onde começa o meu.” Este é um pensamento comum que permeia a boa convivência em sociedade. Podes não gostar do modus vivendi de alguém ou algum grupo, mas isso não te investe do poder de condená-lo. Se for solicitada opinião, podes dizer o que agrada ou não em sua linha de conduta ou ideias, mas não atacá-lo.

O que se percebe em todo esse movimento e discussão sobre gênero, expressão da sexualidade, ideologia LGBT e religião, é mais uma briga de interesses do que luta por direitos. Há uma frase atribuída a Napoleão Bonaparte (1769-1821) que diz: “todo homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos!” Reflete bem os interesses pessoais ou de classes que faz com que indivíduos esbravejem e beirem as vias de fato com a desculpa de defesa de seus direitos.

A luta por direitos não fere pessoas nem direitos adquiridos. A fala de John Stuart Mill deixa claro que uma luta por direitos é uma luta justa: “no harm to others”, isto é, “não causar nenhum dano (material e/ou moral) para o outro. Dano material diz respeito à violação e/ou destruição do patrimônio e/ou da integridade física do outro. Danos morais é toda e qualquer atitude capaz de afetar gravemente a integridade moral do outro.

Diversidade significa tolerância

Prega-se em todos os meios o respeito à diversidade. No entanto, nessa diversidade não há espaço para a fé cristã. Esta sofre preconceito e é, para alguns, uma doença. O cristianismo tem sido visto nos meios acadêmicos e outros afins como uma filosofia de vida ultrapassada. Seus praticantes, taxados de “povinho pouco inteligente e retrógrado”. Faço minhas as palavras de Pondé, filósofo brasileiro contemporâneo: “conheço cristãos muito inteligentes!” A fé de uma pessoa não aniquila sua capacidade racional. Isto parece ser difícil de ser compreendido?

A conquista de direitos de uma classe não implica na desconstrução da imagem e valores de outra, ainda mais de uma cultura que influenciou, enormemente, o ocidente, como o fez cristianismo. Alguém pode logo destacar: estás esquecendo as aberrações cometidas em nome da fé e dos que atacam pessoas de maneira irresponsável? Respondo com a seguinte ilustração do filósofo brasileiro Mário Guerreiro retirado do livro O Espírito da Liberdade, de Erich Fromm (1966) que relata um caso das diferentes visões de dois rabinos: “Quando um pagão procurou Shammai e lhe pediu que explicasse toda a Torah enquanto ficava de pé sobre uma perna, Shammai o expulsou”.

Quando o pagão fez a Hillel o mesmo pedido, recebeu a resposta: A essência da Torah é o mandamento não fazer ao próximo o que não desejamos que o próximo nos faça”. Como frisa Guerreiro, o primeiro rabino, por sentir dificuldade em refletir a respeito do conteúdo que professava e ensinava, tomou o pedido do pagão como um insulto, ao passo que o segundo, talvez por compreender o propósito oculto na pergunta, ou por ter domínio pleno do saber que sustentava sua fé e prática, portou-se com sabedoria expondo o teor basilar da fé que ensinava. Deste modo, os erros de alguns grupos dentro do cristianismo, não inutiliza o valor de seus princípios, assim como o ativismo preconceituoso e agressivo de alguns ativistas LGBTs não representa aqueles que querem ser respeitados e ter o direito de viver a vida plena e responsavelmente, sem desconstruir princípios milenares que nunca fizeram mal às sociedades ao longo dos séculos.

 

Defesa da fé ao longo da história

O mesmo vale para alguns grupos dentro do cristianismo. Devemos sim, defender nossos princípios e valores quando atacados, a exemplo dos heróis (mártires) que se levantaram no berço do cristianismo nascente para defendê-lo dos ataques do poder político da época sob a acusação de, entre outras, incitar o ódio (te parece familiar a acusação?) nos tempos dos imperadores Nero (67 d.C.) e Domiciano (81 d.C.), entre outros. Se levantaram contra ataques de ideias que visavam elevar-se em detrimento das já estabelecidas ideias cristãs estabelecidas sobre as doutrinas dos apóstolos, como, por exemplo, as do Agnosticismo – que dizia ser impossível conhecer a Deus, e a do Gnosticismo – movimento sincretista filosófico-religioso que se diziam donos do conhecimento verdadeiro. Homens e mulheres que não negociaram sua fé e nem seus valores.

O exercício dos direitos implica em responsabilidade e respeito

A defesa dos valores bíblico-cristãos começa quando a fronteira do respeito e dos direitos é rompida e fica sob ameaça de ser desconstruídos. Contudo, a defesa destes valores não implica em desrespeito aos direitos do próximo de escolher seu modo de viver. Ensinar princípios e normas que incluem o proceder, o agir, o viver, inclusive sobre o que não fazer, deve se dar em ambientes ou espaços destinados a ensinamentos dessa natureza e, não devem ser censurados, pois, são garantidos pela constituição.

O indivíduo não deve ser forçado a ouvi-los e, muito menos, a se sujeitar-se, caso não queira. Por essa razão, os conteúdos destes ensinamentos não podem ser retirados de seu contexto e ser usados para atacar a fé cristã, tendo em vista que não há obrigatoriedade em aplicá-los no modus vivendi do ouvinte, além do ensino ser realizado em ambiente designado.

 

Vale destacar que o ensino dos princípios e valores bíblico cristãos, deve ser respeitoso e não desafiador e ofensivo, como pode ser visto em muitas ocasiões. O que deve predominar é o respeito e o amor ao próximo.

 FONTE: https://noticias.gospelprime.com.br

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